A 3ª edição do Projeto Mulheres do Agora – as de ontem e as de hoje aconteceu neste domingo, 14, na Casa de Cultura Popular de Caicó (RN), reunindo 33 mulheres e fortalecendo o protagonismo feminino. Mulheres de diferentes áreas — doceiras, professoras, advogadas, empresárias, donas de casa, estudantes, pesquisadoras, psicólogas e artistas — são convidadas a compartilhar suas histórias de conquistas, perdas e superações.

O projeto nasceu da resiliência do jovem Matheus Arruda que, ao enfrentar o luto pela perda da mãe, encontrou força na rede de apoio formada por mulheres de Caicó.

“O projeto “Mulheres do Agora – as do ontem e às do hoje” valoriza as mulheres, e vai além de questões de status, focando no reconhecimento e na celebração das histórias e conquistas de cada uma. Com uma essência que permeia cada detalhe, o projeto cria um espaço seguro e acolhedor onde as vozes femininas são ouvidas e respeitadas, promovendo a união e o empoderamento. O projeto destaca a importância da pluralidade feminina, reconhecendo que cada mulher, independente de sua origem ou trajetória, tem um papel vital na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, explica Matheus, o idealizador.

No evento houve sorteio de brindes, poesia, doação de mudas de plantas nativas, café compartilhado e distribuição de colares inspirados em mulheres do Brasil e do mundo, que atuaram ou atuam em prol do coletivo.

A programação iniciou com a explanação da advogada Dra. Kalina Leila Medeiros sobre os direitos e desafios da mulher, ressaltando a importância do reconhecimento como mulher inspiradora na sociedade. “Para além da vaidade, esse projeto trata do reconhecimento como resistência simbólica, daí sua pertinência e necessidade. Que nós possamos reconhecer quem nos trouxe até aqui, e pavimentar as pontes para que outras possam estar no futuro defendendo as pautas que hoje são presentes”, disse Dra. Kalina Medeiros.

A decoração do ambiente dialogou com a história das lutas femininas no mundo, destacando conquistas de 1827 até os dias atuais. Encerrando a programação, a música ao vivo, de O Pantim, abordou lutas femininas e liberdade de ser o que quiser.

POR ANNA JAILMA-JORNALISTA

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