Senado Vai Debater Projeto de Lei que Proíbe Alterações na Bíblia Sagrada

No próximo dia 30 de outubro, às 14h30, a Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal vai realizar uma audiência pública para discutir um tema polêmico: o Projeto de Lei que busca proibir qualquer alteração, adaptação ou edição dos textos da Bíblia Sagrada. A proposta é de autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) e visa garantir a “inviolabilidade” dos capítulos e versículos da Bíblia em todo o Brasil.

A audiência será presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que justificou a convocação do encontro por causa do grande debate sobre a fidelidade teológica das traduções bíblicas. Afinal, com mais de 12 mil versões da Bíblia em mais de 900 idiomas, o projeto pretende garantir que o conteúdo sagrado permaneça inalterado, especialmente em um contexto onde muitas versões e adaptações estão sendo produzidas ao redor do mundo.

Damares Alves acredita que a audiência pública será importante para aprofundar o debate, ouvindo especialistas e representantes religiosos, para garantir que a decisão final seja bem informada, técnica e respeitosa com os direitos constitucionais. Segundo a senadora, o encontro também busca garantir que a liberdade religiosa seja preservada, evitando qualquer tipo de interferência indevida nos textos sagrados.

Entre os convidados para o evento estão nomes conhecidos no meio religioso e acadêmico, como:

  • Adriana Guimarães Guerra, diretora jurídica da Igreja Universal do Reino de Deus.

  • Renato Gugliano Herani, também da Igreja Universal.

  • Os teólogos Lourenço Stelio Rega e Franklin Ferreira.

  • Henrique Terena, do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas.

  • Erní Walter Seibert, da Sociedade Bíblica do Brasil.

Qual o Problema com as Traduções?

Embora a intenção da proposta seja proteger a Bíblia de possíveis distorções, a questão não é tão simples. Traduções e adaptações sempre foram parte do processo de transmissão da mensagem bíblica ao longo dos séculos. A Bíblia foi originalmente escrita em hebraico, grego, aramaico e outros idiomas antigos, o que exige ajustes para que a mensagem chegue ao público de diferentes culturas e idiomas.

Além disso, a proposta levanta questões sobre a liberdade religiosa e a autonomia das igrejas em relação à sua própria interpretação das Escrituras. A diversidade teológica entre as diferentes denominações cristãs no Brasil e no mundo pode gerar resistência a um projeto que limite a forma como os textos sagrados são apresentados.

O Que Esperar da Audiência?

A expectativa é que a audiência pública seja um espaço de intenso debate entre especialistas e líderes religiosos. O objetivo é encontrar um equilíbrio entre a proteção da integridade do texto bíblico e o respeito à liberdade de interpretação religiosa, sem abrir mão dos direitos garantidos pela Constituição Brasileira.

Se você está acompanhando essa discussão, vale a pena ficar de olho nos desdobramentos dessa audiência pública e no que pode resultar dessa proposta legislativa.


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